26.10.2008
A POSTURA DE UM SERVO DIANTE DA NECESSIDADE DO POVO DE DEUS
Texto: Pr. Edison Vicente
Texto: Neemias 1
Despertando nas pessoas o espírito de serviço para com a obra de Deus, a começar pelo local onde se adora a Deus e pelo povo que serve a Deus.
• O termo “servo” (singular) ou “servos” (plural), aparece oito vezes nos onze versículos que compõem o capítulo 1 do livro de Neemias, de acordo com a versão Revista e Atualizada e também a NVI.
• O capítulo se encerra com uma frase bem significativa e em sintonia com o espírito do capítulo: “Neste tempo eu era copeiro do rei.” (1.11). Isto faz alusão à condição uma pessoa a serviço de outra.
• Parece evidente que Neemias tinha uma clara percepção do seu lugar de servo na história e também no Reino de Deus.
a) Seu lugar na história – ele nos situa quanto ao tempo e ao seu papel. (v1b - “No mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu na cidadela de Susã”; v.11b - “Neste tempo eu era copeiro do rei.”)
b) Seu lugar no Reino de Deus – ele nos situa quanto a sua condição e a condição do seu povo (V4b -“...e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”; v.6b –“...e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.”)
Tendo como pano de fundo esta condição de servo em Neemias, que fica evidente no começo do seu livro, proponho refletir com os irmãos sobre: A Postura de Um Servo Diante das Necessidades do Povo de Deus. Como nossa postura de servos pode ser motivada a partir da postura de Neemias, no que diz respeito às necessidades da nossa querida PIBN?
1º) ACEITAR SEU PRÓPRIO LUGAR NA HISTÓRIA
a) Situando-se no tempo - (v1b “...No mês de quisleu, no ano vigésimo, estando EU na cidade de Susã.”)
b) Submetendo-se à intervenção de Deus sobre aqueles que fazem a história - (v11 “...concede que seja bem sucedido HOJE o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. ..“)
c) Encarando-se como alguém que ocupa um lugar estratégico dentro de um propósito soberano de Deus – (V11b“...Nesse tempo eu era copeiro do rei.”)
2º) INTERESSAR-SE PELOS QUE ESTÃO À MARGEM DA HISTÓRIA
(v.2ª “...então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio de Jerusalém”)
a) Investigando sua situação - “...então perguntei pelos judeus...”
b) Sensibilizando-se com sua condição - “...judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio...”
c) Perguntando pelo lugar onde os marginalizados estão -
"...então lhes perguntei (...) acerca de Jerusalém".
• Toda ação quase sempre nasce de uma reação. E a reação é produto da investigação, do conhecimento, ou seja, de situações concretas. (v.3 “Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.”)
3º) REFLETIR COM SINCERIDADE E DEVOÇÃO SOBRE AS POSSIBILIDADES REAIS DE CONTRIBUIR PARA MELHORAR A HISTÓRIA
(V4 “Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.”)
a) Entregando-se à meditação com empatia - “Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei...”
b) Dando tempo para a maturação emocional diante da situação - “... e lamentei por alguns dias...”
c) Orando com humildade, devoção e quebrantamento (“...e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.”
4º) ASSUMIR UMA POSTURA SACERDOTAL COMO AGENTE QUE CONSTRÓI A HISTÓRIA
(V5,6 E disse: ah! Senhor, Deus dos céus (...) eu e casa de meu pai temos pecado.”)
a) Reconhecendo o lugar de Deus na história – Ele é o Senhor!
- V5 “E disse:ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos.”
b) Suplicando, confessando e confiando persistentemente para Deus realinhar o curso da sua história.
- V6 “Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.”
c) Assumindo sua própria parcela de culpa pelo transcorrer da história.
- V7 “Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo.”
5º) DISPOR DA PRÓPRIA VIDA COMO ALGUÉM QUE SE APRESENTA COMO CONSTRUTOR DE UMA NOVA HISTÓRIA
(V11. “Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. Nesse tempo eu era copeiro do rei.”)
a) Preparando o espírito por meio da oração- “Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os ouvidos à oração do teu servo...”
b) Formando um grupos de companheiros de oração tementes a Deus - “...à oração do teu servo e dos teus servos que se agradam de temer o teu nome...”
c) Confiando que é Deus quem move o coração daqueles que estão na posição de ajudar. (É a graça em ação!)
- “...concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem”)
d) Aceitando que você é a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa! (“Nesse tempo eu era copeiro do rei”
Conclusão:
A postura de um servo diante das necessidades do povo de Deus passa por sua atitude no modo como se vê e no modo como se insere na construção da história desse mesmo povo. Quando ele aceita sua condição de co-responsável pela realidade, ele não consegue ficar indiferente diante da necessidade de contribuição com a construção de uma nova realidade.
Diante disso, sempre há esperança para um povo que se vê no papel de agente da história. Como disso o poeta: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”
Façamos nós, neste momento, a nossa parte na construção de uma nova história na vida da PIBN. Amém!